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domingo, 9 de outubro de 2011

Narciso, Às Cinco


Já era alta madrugada e os carros eram raros na Rua Augusto Travestine, os quais passavam em intervalos de meia hora. Uma neblina pairava naquela rua, os prédios eram grandes, cada um com uma árvore na frente. As luzes dos apartamentos já estavam apagadas e o silêncio só não era completo devido ao som de uma fábrica ao longe. 
Em meio a este cenário frio e distante, que parecia ter sido copiado pelo escritor de algum livro de Dostoievski, é que surge um rapaz a passos rápidos, porém com movimentos desconfiados, como alguém que tem certeza, mas ninguém pode saber. Um sujeito alto com um sobretudo preto, fumando um cigarro de forma ansiosa, ele olha para todos os lados e parece caminhar cada vez mais rápido, as batidas do sapato na calçada atrapalham o silêncio quase completo. Ele para em frente ao prédio 22, que ficava na quadra 4, a quatro quadras do parque Laborion. Vai ao meio da rua e olha as janelas, como se quisesse ver se tinha alguma luz em algum dos apartamentos, corre até a porta de entrada e toca o interfone, volta ao meio da rua correndo e olha a espera que uma luz se acendesse.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Guaraná, um grande amigo caminhoneiro

Olá, vou lhes relatar algo que para mim foi muito bonito e mostrou como o ser humano leva em si algo que lhe impulsiona a ajudar aqueles que necessitam. E eu cruzei com uma pessoa em minha caminhada que expressava este valor de uma forma única e tremendamente desinteressada.
Tudo começou com umas de minhas viagens que fiz a base do dedo-metrô, ou seja, pedindo carona na beira da estrada. Esta viagem ocorreu no mês de abril deste ano de 2011, o motivo foi visitar minha ex-namorada que mora em Natal. Sai de São Luís em algum dia deste mês, não lembro qual. Pedi muitas caronas, passei algumas boas barras, que ainda irei relatar aqui, mas enfim a historia hoje é outra. A viagem estava correndo bem tinha saído de Teresina, aonde tinha posado e no mesmo dia já estava na fronteira com o Ceara, e na fronteira mesmo que parei, mas especificamente em São João da Fronteira (se tivesse uma imagem de São João eu viraria de ponta cabeça) .

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Os 2 Mosqueteiros e a Mosca


Faz 2 meses que estou aqui em Natal, talvez nem isso, mas na minha breve estadia aqui, pude conviver com duas pessoas extremamente companheiras e extremamente dispostas a qualquer aventura. Eu e estes dois camaradas desta foto podemos neste breve período de tempo criar um laço de irmandade muito profundo, não digo amizade apenas, pois não apenas rimos, mas também brigamos e discutimos. Já morei com muitas pessoas, já pude conviver com muitas pessoas em casa, e estes dois com certeza tem lugar garantido em minha memória, em meu coração, em meu álbum interno, em minhas risadas. E se tem uma coisa que ainda me prende aqui em Natal é a companhia destas duas pessoas.
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