Autor: Filipe Zander
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quarta-feira, 6 de março de 2013
Ao seu Tempo
Autor: Filipe Zander
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Nosso Éden
Enchendo meu dia de força e angustia
Faz tremer os caminhos tenuos do futuro
Abalando os meus próximos passos
E faz de mim algo entre o sublime e o ridículo
Uma virgula sublime uma virgula ridículo
Me esforço para ser um presente digno
Quero ser teu, guardando sempre um pouco de mim
Quero um amor da mesma natureza destas arvores
Que nascem da terra, mas buscam o céu
Que brigam contra a mãe natureza
E que pelejam até crescerem
Para depois exercerem a sua natureza
Amar
Sem nenhuma virgula
Sem nenhum esforço.
F.Z.S.
domingo, 13 de novembro de 2011
Rua sem saída
Por favor
Vocês que se escondem por traz disso que vejo
Que eu sinto
Que eu penso
Por favor me ajudem
Me abracem e me esquentem
Com este amor e com esta força
Porque eu não posso parar agora
Eu não posso
Eu não devo
Vocês que sabem do que eu não sei
Vocês que fazem o que eu não faço
Me ajudem
Enquanto eu posso
Uma ultima oração em forma de poesia
É a ultima saída
Da rua dos poetas
Rua sem saída
Sair voando
Muros e telhados
Gatos e varais
Faço esta ultima oração
Em forma de poesia
Para abrir as azas da imaginação
E sair voando da rua dos poetas
Rua das tristezas
Rua sem saída
“Todos estão na sarjetas, mas os poetas olham as estrelas”
Autoria: Filipe Zander
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Eu Nego a Deus
Talvez eu não esteja para Deus como uma célula para um cientista. Talvez Deus não seja isso que eu associo a Deus, talvez ele não alcance minha existência de uma forma que eu saiba quem ele é. A burocracia invade minha mente e eu descubro que não sei quem é Deus. Somos frágeis, muito frágeis, coitado de mim, querer ser Deus. Acho que neste momento ele esta me olhando e pensando “Pobre de espírito”. Quem é Deus? Será que ele me vê escrever? Será que esta me ditando sua auto-biografia? E se eu lhe nega-se agora, nada ia mudar? Mas eu aceito por ser ignorante frente a Deus, como um empregado que não tem coragem de mandar o patrão calar a boca. Este é o poder que subjuga e é esta idéia que eu associo a Deus, ou seja, crueldade com aqueles que não propagam a bondade, como um empregado do bem.
Não, eu não consigo aceitar um Deus assim, mas porque eu não consigo nega-lo? Aqui, na próxima linha, escrever e assinar. Eu tenho medo do bem, de Deus, de dizer que estou cansado. Mas Deus pode estar aqui em meu coração, nesse exato momento, a dizer “negue este Deus, se liberte desta idéia de Deus, que não é real, se liberte de você mesmo e verifique o real, alem da subjetividade”.
E posso até ouvir ele dizer “negue até a palavra Deus, negue tudo que te constrói”. E assim ele diz “negue que eu falo” e assim em um êxtase ele me mostra que é uma não existência, um silencio, uma eterna negação. Por fim, minhas mãos já libertas de mim mesmo e guiada pelo nada absoluto escreve – EU NEGO DEUS!
Autoria: Filipe Zander Silva
Um Deus musico e uma matéria surda
Se adorar alguma coisa é um dever, o que quero adorar é o fogo, é o fogo que me faz vivo e me leva frente à escolha, que me queima ou me faz fogueira, que me faz ir longe ou me transforma aqui e agora em pó, pó este que corre pelo relógio de areia e me faz morto.
Mas morrer? Que Deus seria esse se desse a vida com a mão direita e lhe tirasse com a esquerda? Não, a vida esta além do pó, mas não meu corpo, este é do tempo, fica aqui, este já é um suicida que corre em direção do piso.
Devo negar-me! Esta é a mensagem da dor, o local da ferida que não deve ser curada, mas arrancada deste leproso. Levantem-se e andem, pois é isso que faz o caminho, não esta aqui nem ali, em nenhum lugar.
Por Deus! isso é desesperador, o caminho esta em nossos pés, devemos andar, devemos largar todo o peso, devemos largar isso tudo que nos prende e andar. Tocar em si, como em uma porta, caminhar, observar, absorver, selva em mim, selva em mim.
Aborrecemo-nos no cotidiano, nos enlouquece discursos longos, é nossa preguiça, mas também são os antigos regedores, partes autônomas do ser. Somos por demais subjetivos, ignorantes em uma dança profana, não caminho e o “não caminho” é o próprio anticristo.
Limpai o templo profeta, queima incenso, lhe-inspira, para que assim faça de si local santo, local santo, com místico som e danças circulares, como o movimento dos astros.
Leia para mim oh! Deus a tua poesia, as suas canções, declamai para mim, fazei de mim seu mais humilde ouvinte, mas lhe peço, coloque em sua poesia um Cireneu, alguém que me ajude e me permita a tua melodia dançar.
Autoria: Filipe Zander Silva
Mas morrer? Que Deus seria esse se desse a vida com a mão direita e lhe tirasse com a esquerda? Não, a vida esta além do pó, mas não meu corpo, este é do tempo, fica aqui, este já é um suicida que corre em direção do piso.
Devo negar-me! Esta é a mensagem da dor, o local da ferida que não deve ser curada, mas arrancada deste leproso. Levantem-se e andem, pois é isso que faz o caminho, não esta aqui nem ali, em nenhum lugar.
Por Deus! isso é desesperador, o caminho esta em nossos pés, devemos andar, devemos largar todo o peso, devemos largar isso tudo que nos prende e andar. Tocar em si, como em uma porta, caminhar, observar, absorver, selva em mim, selva em mim.
Aborrecemo-nos no cotidiano, nos enlouquece discursos longos, é nossa preguiça, mas também são os antigos regedores, partes autônomas do ser. Somos por demais subjetivos, ignorantes em uma dança profana, não caminho e o “não caminho” é o próprio anticristo.
Limpai o templo profeta, queima incenso, lhe-inspira, para que assim faça de si local santo, local santo, com místico som e danças circulares, como o movimento dos astros.
Leia para mim oh! Deus a tua poesia, as suas canções, declamai para mim, fazei de mim seu mais humilde ouvinte, mas lhe peço, coloque em sua poesia um Cireneu, alguém que me ajude e me permita a tua melodia dançar.
Autoria: Filipe Zander Silva
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Eternidade
Existe uma praça com muitas arvores
São arvores de jambo
Que quando estão preparados se lançam ao chão
Quantos anos elas estarão aqui?
Ao lado da praça a uma senhora, que já com seus bons anos de vida, toma seus remédios
A vida já passou para ela
Ela já esta perto de se lançar
Porque a vida, apesar de suas metamorfoses, tem princípios e também fins
Leis que não mudam independente da forma
E aqui perto os frutos continuam a cair
Em seu processo de morte
Se desligam desta arvore que é a vida
E eu como vida que ainda floresce
Com a força que se plantou em meu peito
Como filho, fruto do oculto dos ocultos
Daquele que ninguém sabe nem viu, pois esta antes do entendimento e da vista
Continuo a errar, andando por caminhos tortos e sempre a escrever o que não se tem amigo para escutar
E que por mais estranho, terrível porem poético, um dia estará vivo e eu estarei morto
Alguém talvez vai ler e se impressionar
Porem será tarde, o poeta estará morto
Pois o poeta sempre morre com o ponto final da poesia
Mas a poesia continua a se lançar no seu eterno processo de morte
Doce como um jambo maduro
E eu, como apenas aquele que balançou a arvore da vida
Peço que alguém lhe pegue, que alguém lhe coma, lhe saboreie
Para que assim a morte continue seu eterno conúbio com a vida.
Autoria: Filipe Zander Silva
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Deus e a Poesia
Um olhar perdido, porem atento, a incompreensão
Um choro de revolta
Uma criança em um ônibus
Um pássaro em uma jaula
Dois versos em um mesmo poema
Duas tristezas descritas por Deus
Duas linhas em um papel torto
Se entortando ao ditame do papel
Letras e palavras que se debatem em um papel pequeno
E o tempo morre e as letras se apagam
E agente esquece que nada se esquece
E a poesia acaba e o poeta acaba
E voa o pássaro e para o ônibus
E Deus encontra outro poeta para ditar suas tristezas.
Autoria: Filipe Zander Silva
Autoria: Filipe Zander Silva
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