Autor: Filipe Zander
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quarta-feira, 6 de março de 2013
Ao seu Tempo
Autor: Filipe Zander
terça-feira, 11 de setembro de 2012
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A vida, que ridícula é a vida. E alguns, por isso perceber, passam a bailar com ela e saem desse jogo maldito, que condena sábios e mendigos, que nos faz passar por ela à discutir segundos, a jogar na cara semanas e paixões não resolvidas. Não te percebes, homem! Que não estas aqui para ganhar. Besta parida! De uma caverna maldita. Animal! Despertai, antes que entregues tuas ultimas fichas. Neste jogo, no qual tua mão já começa perdida. Quer comprar a vida, fazer dela sua escrava-amiga, esqueça besta maldita! A vida já começa com a mão batida.
Jogue as cartas na mesa, afaste as cadeiras, segure bem forte a cintura da vida, e dance um tango ou um mambo. Olhe nos olhos desta dama no seu sorriso de criança e sussurre em seus ouvidos “Te amo”. Então estarás desperto e será um com a vida.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Morte
Quando o braço é a terra
Mãe ingrata que dá a luz e nunca abraça
Que aguarda, ri e come cada filho
Mãe que envolve e guarda que destrói e mistura
Que recebe lagrimas
Das quais nasce espada, nasce fogo
Nasce a mata
e mata
Mãe ingrata
Não só gera, mas sustenta
Dá esperança
Que guerra é essa?
que se sustenta entre cada pé e cada pedaço de terra
A vida, quase uma maldição!
Tendo cor azul parece negra
Feito o céu que mostra estrelas
É essa vida, negra, maldita
Dos filhos ingratos
Poetas e profanos
Mal gerados, mal nascidos
O mal sustentado pela terra
que provoca guerra
E desperta cada fera
Fera, fera, fera
Que não querem se entregar ao ultimo abraço
derradeiro e envolvente abraço
materno
mãe, mãe terra
há que te amar, antes que seja terra
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Filhos Malditos
Saímos todos do ventre de uma natureza que jaz
morta. Des de então tentamos ser reto. E sei que no nosso intentar, Deus como
Ser astuto que é, a de tocar, num dedo que seja, dessa genética adâmica. Eu, seu
filho maldito hoje persisto em tentar me encontrar. Sabendo, talvez, que não a
um Eu a se achar. É duro ser filho de um Deus louco e órfão de mãe. E é na
amargura que agente testa a tortura. E aprende que nada que sai da boca vale a
pena ser dito. Porque as verdadeiras coisas simplesmente penetram. Nunca são
ditas, apenas comidas. Banquete de um Deus louco. Que em pratos benditos, nos
brinda natureza morta. No cálice de vinho, tem sangue. Historias mórbidas. E
quando menos se espera tudo se acaba, sem respostas, sem nada. E ai se percebe
que junto à razão, a qual Deus renegou, nos foi dada a grande dadiva de sofrer
mais que o necessário.
FZS
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Clareando as ideias
Mas sobre tudo isso tem o relógio que não para de passar e se o Neymar já é Milionário com essa idade, o tio Zuckerberg já é Bilionario, também com esta idade, eu deveria no mínimo ter um blog descente e uma namorada. Acaba de passar u
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Cicatriz
Todas as cicatrizes são marcas da Historia. Ancoras nostálgicas que trazem a flor da água, tempos idos. Lembranças da contradição de tempos bons marcadas pela dor do corte. Marca da coragem de viver. Prova de que viver é um risco que se transmuta em cicatriz. Um risco na pele uma porta para o mundo interior, uma chance ao sangue, para que esse venha a vida, a luz. A cicatriz é uma linha no tempo, sobre a qual se escreve a tragédia da vida, espaço aberto por ela, para nos mostrar a dor em si. Não essa bobagem de suspiros, queixas e depressão. Mas a dor em si, o vento tocando os nervos, os gases a se chocarem nele. Toda cicatriz é linda, assim como toda ruga ou cabelo branco. Triste seria morrer sem nenhuma cicatriz. Mas como dói lembrar o corte, a faca riscando a pele, o ferro invadindo o templo, arrecife cortando o pé. A vida nua e crua, sendo negada pelo corpo que reclama.
F.Z.S.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
"Dias daqueles"
Tem os “dias daqueles” em que o tempo presente se tornou o inferno, no qual você deseja voltar de onde você veio, e se encaixar novamente de forma integral e harmônica ao ventre de sua mãe, mas isso é impossível. Então você se satisfaz nas recordações da infância. Acordar tarde e tomar café na cama, subir na acácia imensa do quintal, ser ladrão e ganhar da sua irmã e de seu primo, ter medo do papai Noel, jogar futebol sozinho, não precisar fazer nada sério, paqueira a menina da carteira da frente, brincar de soldadinho, ajudar sua irmã a montar a casa da Barbie, ver os filhotinhos nascerem, acampar com toda a família, falar de beijo, brincar de verdade e desafio. Hoje sinto não se r tão feliz, não sei se isso quer dizer que a “sociedade me corrompeu”, mas falta a simplicidade e sobraram coisas complexas. Não se tem mais tempo de fazer por prazer, agente agora se afoga nas tarefas que são comidas pelo tempo, e a voz da felicidade vai ficando longe. Então vem essa vontade de fugir, subir eternamente nesta arvore de acácia e talvez chegar até outra terra. Outro mundo sem precisar nunca mais descer, não ter horário, não ter dia, viver assim como criança, ter uma mãe que faça tudo e um pai que compre o básico, ser eternamente filho. Vagabundagem? Não, o problema esta na ideologia, precisamos hoje morrer de trabalhar para sermos considerados respeitáveis e dignos, porque não fazer da produção uma eterna brincadeira, irresponsável e sem compromisso, é claro que após a nossa explosão demográfica isso se tornou impossível e assim estamos condenados a crescer e sentir “naqueles dias” a vontade de voltar ao ventre materno.
F.Z.S.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Nosso Éden
Enchendo meu dia de força e angustia
Faz tremer os caminhos tenuos do futuro
Abalando os meus próximos passos
E faz de mim algo entre o sublime e o ridículo
Uma virgula sublime uma virgula ridículo
Me esforço para ser um presente digno
Quero ser teu, guardando sempre um pouco de mim
Quero um amor da mesma natureza destas arvores
Que nascem da terra, mas buscam o céu
Que brigam contra a mãe natureza
E que pelejam até crescerem
Para depois exercerem a sua natureza
Amar
Sem nenhuma virgula
Sem nenhum esforço.
F.Z.S.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Pinheirinhos e Pau de arara
![]() |
| 14 horas atras, no Pinheirinhos |
Há um gosto de carbono
Esta amargo este vento
Tem algo de escuro neste asfalto
Tem mentiras espalhadas
São jornais e outdoors
Há um tiro neste céu
E não é passarinho que se mata
São tantas mães que já não tem filhos
E é tanto orgulho que a cabine tem que ser estendida
E o poema tem que ter mais de 12 linhas
E o calibre tem que ser 36
E é um mundo tão deserto que tudo fica longe
Mas parece estar tão perto
Disparando 10.000 Kb por segundo
Filipe Zander Silva
sábado, 21 de janeiro de 2012
Parabrisa
Óculos cerebral
Constante visão
Abstrata, pessoal
Constante cegueira
Iluminação passageira
Tiro no escuro
Luta contra o mal
Luz emprestada
Visão passageira
A força da vida
Amor para a vida inteira
É catapulta sensual
Filipe Zander Silva
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Luto a Luta
Acordei um dia em uma manhã que não era minha, vi que meus passos de meus não tinham nada, caminhavam sobre o vento, em sentido oposta a vida. Correria era contra correnteza, força bruta, braço forte. Acordei de sonhos ultrapassados, acordei como quem não quer, acordei diferente, percebi no espelho um olhar diferente. Dois cachões na sala me mostravam que algo morria, e nos olhos que viam algo nascia.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Eu Nego a Deus
Talvez eu não esteja para Deus como uma célula para um cientista. Talvez Deus não seja isso que eu associo a Deus, talvez ele não alcance minha existência de uma forma que eu saiba quem ele é. A burocracia invade minha mente e eu descubro que não sei quem é Deus. Somos frágeis, muito frágeis, coitado de mim, querer ser Deus. Acho que neste momento ele esta me olhando e pensando “Pobre de espírito”. Quem é Deus? Será que ele me vê escrever? Será que esta me ditando sua auto-biografia? E se eu lhe nega-se agora, nada ia mudar? Mas eu aceito por ser ignorante frente a Deus, como um empregado que não tem coragem de mandar o patrão calar a boca. Este é o poder que subjuga e é esta idéia que eu associo a Deus, ou seja, crueldade com aqueles que não propagam a bondade, como um empregado do bem.
Não, eu não consigo aceitar um Deus assim, mas porque eu não consigo nega-lo? Aqui, na próxima linha, escrever e assinar. Eu tenho medo do bem, de Deus, de dizer que estou cansado. Mas Deus pode estar aqui em meu coração, nesse exato momento, a dizer “negue este Deus, se liberte desta idéia de Deus, que não é real, se liberte de você mesmo e verifique o real, alem da subjetividade”.
E posso até ouvir ele dizer “negue até a palavra Deus, negue tudo que te constrói”. E assim ele diz “negue que eu falo” e assim em um êxtase ele me mostra que é uma não existência, um silencio, uma eterna negação. Por fim, minhas mãos já libertas de mim mesmo e guiada pelo nada absoluto escreve – EU NEGO DEUS!
Autoria: Filipe Zander Silva
Um Deus musico e uma matéria surda
Se adorar alguma coisa é um dever, o que quero adorar é o fogo, é o fogo que me faz vivo e me leva frente à escolha, que me queima ou me faz fogueira, que me faz ir longe ou me transforma aqui e agora em pó, pó este que corre pelo relógio de areia e me faz morto.
Mas morrer? Que Deus seria esse se desse a vida com a mão direita e lhe tirasse com a esquerda? Não, a vida esta além do pó, mas não meu corpo, este é do tempo, fica aqui, este já é um suicida que corre em direção do piso.
Devo negar-me! Esta é a mensagem da dor, o local da ferida que não deve ser curada, mas arrancada deste leproso. Levantem-se e andem, pois é isso que faz o caminho, não esta aqui nem ali, em nenhum lugar.
Por Deus! isso é desesperador, o caminho esta em nossos pés, devemos andar, devemos largar todo o peso, devemos largar isso tudo que nos prende e andar. Tocar em si, como em uma porta, caminhar, observar, absorver, selva em mim, selva em mim.
Aborrecemo-nos no cotidiano, nos enlouquece discursos longos, é nossa preguiça, mas também são os antigos regedores, partes autônomas do ser. Somos por demais subjetivos, ignorantes em uma dança profana, não caminho e o “não caminho” é o próprio anticristo.
Limpai o templo profeta, queima incenso, lhe-inspira, para que assim faça de si local santo, local santo, com místico som e danças circulares, como o movimento dos astros.
Leia para mim oh! Deus a tua poesia, as suas canções, declamai para mim, fazei de mim seu mais humilde ouvinte, mas lhe peço, coloque em sua poesia um Cireneu, alguém que me ajude e me permita a tua melodia dançar.
Autoria: Filipe Zander Silva
Mas morrer? Que Deus seria esse se desse a vida com a mão direita e lhe tirasse com a esquerda? Não, a vida esta além do pó, mas não meu corpo, este é do tempo, fica aqui, este já é um suicida que corre em direção do piso.
Devo negar-me! Esta é a mensagem da dor, o local da ferida que não deve ser curada, mas arrancada deste leproso. Levantem-se e andem, pois é isso que faz o caminho, não esta aqui nem ali, em nenhum lugar.
Por Deus! isso é desesperador, o caminho esta em nossos pés, devemos andar, devemos largar todo o peso, devemos largar isso tudo que nos prende e andar. Tocar em si, como em uma porta, caminhar, observar, absorver, selva em mim, selva em mim.
Aborrecemo-nos no cotidiano, nos enlouquece discursos longos, é nossa preguiça, mas também são os antigos regedores, partes autônomas do ser. Somos por demais subjetivos, ignorantes em uma dança profana, não caminho e o “não caminho” é o próprio anticristo.
Limpai o templo profeta, queima incenso, lhe-inspira, para que assim faça de si local santo, local santo, com místico som e danças circulares, como o movimento dos astros.
Leia para mim oh! Deus a tua poesia, as suas canções, declamai para mim, fazei de mim seu mais humilde ouvinte, mas lhe peço, coloque em sua poesia um Cireneu, alguém que me ajude e me permita a tua melodia dançar.
Autoria: Filipe Zander Silva
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Um Poeta no Deserto
Todo escritor tem um dia que descobre que não se é escritor todo dia, explico melhor. É um processo muito interessante, você estava escrevendo com muita suavidade, com poucos dias de deserto literal, sempre encontrando um oásis de historias e lá colhia poemas, contos, crônicas para seus leitores. Este, que é uma namorada difícil de conquistar. Mas você escrevia e isso lhe fazia bem, pois sempre quando escrevemos coisas boas, chegamos ao ponto final e vem uma sensação de dever cumprido.
Até que você começa a andar por este deserto, e anda e anda, come o que havia colhido, e naturalmente caminha esperançoso pelo próximo oásis.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Fui-me embora de Pasárgada
![]() |
| Não sei qual a autoria desta imagem |
Fui me embora de Pasárgada
Pois não gostava do rei
Nem de suas leis
Fui me embora dos colchões macios
Pois nunca me ensinaram a dureza da vida
Fui me embora de Pasárgada para nunca mais voltar
sábado, 24 de setembro de 2011
Escolher é matar
É interessante, a vida, ela, este movimento continuo, em que nada consegue ficar parado, mesmo estando imóvel e em silêncio. Essa eterna guerra que constrói castelos e deposta reis. Existe um mistério ai, é o futuro, o que será? Quanto ainda a por vir ? Quanto ainda a de espaço nesta mochila? Que ao nosso corpo franzino tanto pesa.
São nestes momentos, é em cada instante que se constrói estes mistérios. Quero com toda esta forma poética falar da duvida. Temos momentos em nossas vidas em que não temos nada, perdemos tudo, só restou você, sem ser nada, sem fazer nada. Nestes momentos de total insignificância frente ao mundo que aparecem as portas abertas, é no momento que não temos nada que aparece a possibilidade de ter tudo. Mas não podemos ter tudo, pois para cada porta a um caminho com uma logica já determinada. Quando digo que podemos ter tudo quero dizer que as possibilidades são múltiplas.
E nestes momentos, frente a todas estas portas é que vem ela, a duvida, segurando a arma do futuro e dizendo, “Escolha”, “antes que ele atire”. Mas quem somos? Coitados, vemos apenas portas, não vemos os caminhos. Tentamos escolher o menos dolorido, o mais confortável, o mais cômodo e rotineiro. Miserável, perdido entre lembranças longínquas, procurando aqui fora o ventre materno. Medíocres que fogem a luta, que entregam na mão de Deus, mas não entende que a vida é como um rio e não como uma esteira.
Na verdade eu sou determinista e acho que não escolhemos nada, acredito que tudo segue uma teia logica muito meticulosa, que nos leva a escolher o que era impossível não escolhermos. Apesar desta minha concepção de uma lógica no caos eu não nego a sensação de escolher, temos sim esta sensação.
E sobre tudo isso, somos humanos, e sempre quando temos que decidir o que vem a cabeça é uma divisão, isso é muito profundo. Pensemos que cada porta que você entra é um novo homem que nasce e que vai mudar muito caminhando pela sua escolha. E seguindo esta logica, quando você escolhe você mata todo o resto. Quando você escolhe um futuro você mata os outros futuros em potencial. Isso é assim, e você não tem como fugir. Não tem como se dividir em múltiplos e mandar cada um por uma porta. Eis a angustia.
Neste momento chego a um ponto em que só vejo o caos e a insignificância da minha escolha e de minha existência. Nestes momentos é que olho no olho do futuro e vejo que é igual ao olho do furação e olhando bem fixamente digo: “Atire”, Estou disposto a morrer para que este novo homem surja, mesmo sem saber seu rosto, quero aprender com ele.
Filipe Zander Silva 22/08/2011
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